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CAPS II de Amparo traz exposição: Oficinas de estampas, bordados e costuras: da Arte à Economia Criativa

Um pouco de história: O Movimento da Luta Antimanicomial.

Todo o mês de Maio, por meio de um movimento social, trabalhadores, usuários e familiares dos serviços de Saúde Mental reforçam e revivem o Movimento da “Luta Antimanicomial” iniciado no final da década de 70 em Bauru-SP que veio para questionar o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, além de denunciar as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propor a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

Através da criação do Sistema Único de Saúde, o Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei nº 10.216/2.001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência.

 Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.

 Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) surgem como serviços substitutivos ao modelo hospitalar e trazem a premissa do cuidado em comunidade, também trazendo diversas terapêuticas que vão além da medicalização.

A mudança de paradigma no cuidado em Saúde Mental: As oficinas terapêuticas.

 O filme Nise: O Coração da Loucura de 2015 retrata fielmente esta mudança de paradigma do cuidado: Nise da Silveira (retratada por Gloria Pires), médica formada pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926, dedicou-se à psiquiatria sem nunca aceitar as formas mais agressivas de tratamento da época , tais como eletrochoque, a insulinoterapia e a lobotomia.

Mais que questionar o modelo atual Dra. Nise pressupõe um olhar para o indivíduo como um todo sendo a arte uma forma única de expressão e comunicação.

Seguindo tal modelo os CAPS trazem para a sua abordagem diversas terapêuticas baseadas nas mais variadas expressões artísticas que vem surtindo ótimos resultados. Assim o trabalho no CAPS é multidisciplinar, sendo o indivíduo o centro de seu próprio cuidado e a ele é possibilitado pensar em seus desejos e potencialidades. Portanto, é construindo um plano de cuidado único entre usuário, sujeito e família: o Projeto Terapêutico Singular (PTS).

No CAPS II de Amparo já houveram diversas oficinas e ao longo do tempo e cada usuário tem se experienciado as mais diversas habilidades manuais.

A pandemia, as oficinas e a Economia Criativa: Uma nova visão da arte.            

O período da pandemia de COVID-19, com o risco de contágio, trouxe a necessidade de isolamento social. Nesse contexto, as atividades expressivas anteriormente realizadas no CAPS II de Amparo, SP, foram adaptadas para serem feitas nas casas dos usuários.

Essas atividades tinham como objetivo fortalecer e manter o vínculo de cuidado, mesmo à distância. Os desenhos, pinturas e demais artesanatos eram entregues pessoalmente no CAPS II, por meio dos familiares dos usuários ou pela própria equipe, que, ao visitar o usuário em seu domicílio, entregava o material para a realização das atividades e recolhia as produções.

Encantados, percebemos o potencial artístico dessas obras e vislumbramos a possibilidade de transformá-las em estampas. Com esse propósito, buscamos parcerias locais, formando uma rede comunitária com membros da sociedade civil que contribuíram para concretizar o projeto.

Estabelecemos laços com uma gráfica e uma confecção de roupas, resultando na criação de belas peças como marcadores de página, blocos de anotações, ecobags e camisetas, todas ilustradas com a arte dos artistas usuários. Também firmamos parcerias com pontos de atenção em saúde e uma academia, que nos ofereceram espaços para divulgação e comercialização.           

Gradualmente, o retorno financeiro começou a ser obtido pelos artistas usuários. Por meio deles e desse processo, pudemos observar a importância de um trabalho que valoriza o indivíduo, permite o acesso a trocas sociais e questiona o estigma e a cultura manicomial.

 Para tal movimento de transformação da arte do sujeito em valorização social trabalhamos com o conceito de Economia Criativa, por se tratar da produção de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda.

 Venha conhecer nossas Oficinas, com trabalhos desenvolvidos pelos usuários do Centro de Atenção  Psicossocial -CAPS II de Amparo -SP: Rua Jundiaí, n° 295, Centro – Amparo. Tels (19) 3839-9750 e (19)3808-1224.

O CAPS II – Flor da Montanha convida você para conhecer as incríveis obras produzidas nas Oficinas de Estampas, Bordados e Costuras: Da Arte à Economia Criativa!

Uma exposição que revela a sensibilidade, a criatividade e o talento dos usuários/artistas do Centro de Atenção Psicossocial de Amparo – SP.

Data: 12 a 23 de maio

Dias: Segunda a sexta-feira

Horário: 09h às 16h

Local: Centro de Memória Santa Cruz

Endereço: Largo de Santa Cruz, nº 20 – Amparo, SP, Brasil

Entrada Gratuita

Agendamento de visitas:

(19) 3808-1224 | (19) 3839-9750

Venha prestigiar a arte que transforma e inspira!

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