Hoje, 5 de maio, celebramos o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi instituída oficialmente pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e reconhecida pela UNESCO em 2019, mas a nossa relação com o idioma vai muito além de qualquer formalidade. A língua portuguesa é, antes de tudo, um território afetivo. Um lugar onde habitam nossas memórias, pensamentos e sonhos.
Falamos um idioma que atravessa continentes. Une povos tão distintos quanto brasileiros, angolanos, moçambicanos, portugueses, cabo-verdianos, guineenses e timorenses. Em cada canto, a língua se reinventa. Ganha sotaques, gírias, musicalidades. Mas o que nos une é mais forte: a palavra como instrumento de expressão, identidade e transformação.
Num tempo em que tudo é rápido e raso – stories de poucos segundos, opiniões prontas em comentários apressados, manchetes que dispensam a leitura do conteúdo – precisamos fazer um elogio à profundidade. E não há caminho mais profundo que o da leitura.
Ler é o que nos ensina a escrever melhor, a organizar ideias, a argumentar com clareza, a não cair nas armadilhas da desinformação. Ler é treinar o olhar para o detalhe e o ouvido para o silêncio. É alimentar o senso crítico, entender o mundo com mais nuances e menos certezas absolutas. Quem lê, não repete: reflete.
A literatura de língua portuguesa nos oferece um banquete. Temos Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Mia Couto, José Saramago, Cecília Meireles, Rubem Braga, Jorge Amado, Pepetela, Machado de Assis… E também os cronistas, jornalistas, professores, poetas anônimos, autores contemporâneos que seguem renovando a língua com beleza e coragem.
A língua portuguesa é uma das maiores riquezas que possuímos. E dominá-la não significa apenas saber conjugar verbos ou aplicar corretamente as regras gramaticais. Significa conseguir se expressar com precisão, compreender o outro com empatia e ocupar o mundo com palavras que constroem, e não com as que ferem.
Nosso respeito e homenagem aos professores da rede municipal de Amparo que com dedicação e competência guiam nossos alunos para este fantástico universo.
Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa, a Prefeitura de Amparo convida cada cidadão a se reconectar com esse patrimônio imaterial que nos habita. Comece a ler um bom livro. Escreva um bilhete. Conte uma história. Encontre abrigo na poesia. Aprofunde-se.
Este mergulho pode ser feito na Biblioteca Municipal (Praça Monsenhor João Batista Lisboa, 132) ou no Centro de Memória (Washington Luís, 71/77)
Porque, num mundo que corre demais, saber usar bem a palavra é um ato de resistência – e também de amor.






