Papo Cabeça Infância vai ao ar neste sábado, às 17h

      O Programa Papo Cabeça deste mês será veiculado neste sábado, 27/11, às 17h pela Rádio Cultura de Amparo (FM 102,9). O Papo Cabeça deste mês está todo brigadeiro: ou seja, gostoso. Infância foi o tema escolhido pelos participantes da Oficina de Rádio do CAPS Amparo.
MEMÓRIAS DE INFÂNCIA
      O Papo “Infância” vai contar estórias e muitas histórias. Estórias de infância que já se foram. Nossos repórteres entrevistaram idosos que contaram como era bom ser criança antigamente.
Mas, ser criança é bom em qualquer época, mesmo em tempos de guerra, por isso o programa traz um manifesto de apoio à Campanha do Desarmamento.
      Entre a equipe do programa um debate surgiu, durante as gravações: a TV educa? Os programas infantis são bons? E como está a qualidade dos desenhos animados?
      Exclusivo: Dra. Zilda Arns, Coordenadora da Pastoral da Criança, nos contou qual é seu grande sonho. Na APAE, instituição que cuida de crianças especiais, nossa equipe se emocionou ao constatar que apesar de tudo, ser criança supera qualquer dor e desafio.
      E mais: bola, peteca, bombom, chiclete, carrinho...músicas, ciranda, ECA, depoimentos emocionantes e divertidos. Não perca! Esperamos você para mais esse programa.

PAPO CABEÇA

      O Papo Cabeça é fruto da Oficina de Rádio realizada pelos usuários do Centro de Atenção Psicossocial de Amparo em parceria com o Departamento de Comunicação Social da Prefeitura de Amparo.
      A Oficina de Rádio tem como objetivo principal propiciar um canal de comunicação entre uma parcela excluída da sociedade e a comunidade em geral, visando a mudança de idéias, posturas e comportamentos em relação ao doente mental e a loucura.
      O projeto foi desenvolvido e idealizado pela Coordenação da Saúde Mental e Departamento de Comunicação da Prefeitura de Amparo e conta com patrocínio da Petrobrás. Participam dessa oficina 11 usuários do CAPS/Amparo, que recebem mensalmente uma bolsa-trabalho.
      A oficina radiofônica será mais uma opção de atividade laborativa, significativa e não-alienante, para parte dos usuários de saúde mental do município.
      Essa iniciativa pretende abrir as portas para outras ações e mudanças, como criar legitimação social que sustente iniciativas em saúde mental previstas para um futuro próximo, como as moradias protegidas e a cooperativa de trabalho.
      Esse projeto dá voz ao Fabio, a Júlia, Arnaldo, Zé Coimbra, Sônia, Marta, Amadeu, João, Valdir, Ana Lígia, Ademir e muitos outros que durante 2005 estarão participando da Oficina de Rádio do CAPS/Amparo, produzindo um programa que irá ao ar pela Rádio Cultura de Amparo (FM 102,9).

COMO ESCUTAR A LOUCURA?

      Já existem experiências semelhantes como a “Rádio TAN-TAN”, que foi a precursora dessa idéia, na década de 80, em Santos e atualmente o “Maluco Beleza”, veiculado pela Educativa de Campinas (101.9 FM).
      Mas, o diferencial do programa realizado pelos usuários do CAPS/Amparo, em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Departamento de Comunicação Social da Prefeitura, está na remuneração dos usuários, gerando trabalho e renda a eles.
      O êxito dessas experiências em rádio, levada ao ar pelas cidades de Santos e Campinas - pólos vanguardistas da reforma psiquiátrica nacional - reforçam a iniciativa no sentido de dar voz a essa importante parcela da população, excluída pelos arbítrios ocorridos durante dois séculos no interior dos manicômios.
      Nos dois municípios citados, a “Rádio Tan-Tan” e o programa “Maluco Beleza”, respectivamente, foram fundamentais e efetivos na abertura de comunicação entre os doentes mentais e a sociedade em geral, contribuindo sensivelmente para a mudança de posições e idéias em relação à loucura. Tais mudanças constituem-se em base importante e necessária para o aumento da permeabilidade social, da inclusão e conseqüentemente da oferta de novas inserções possíveis, seja no plano do lazer, da convivência e de atividades profissionais e laborativas.